nov 13 12:59

Cacuriá esquenta a noite de quarta na Teia

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DANIELA ESPINELLI

MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO

 

Fitas multicoloridas, brilhos, batuques e coreografias insinuantes foram os principais elementos da apresentação da última quarta-feira (12) do “Cacuriá da Dona Teté”, do Ponto de Cultura Laborarte (MA).

 

As saias giravam com suas rendas e se harmonizavam com os fitilhos das calças dos homens. As meninas dançavam com um sorriso no rosto e sem demonstrar cansaço.

 

Dona Teté, de lá de cima do palco, tocava o tambor do Divino e entoava canções observando a dança sensual que acontecia no chão. O público estava em polvorosa com os “roças-roças” dos dançarinos.

 

Acabada a apresentação, alguns dos “filhos” levaram a mãe para se sentar e, então, Dona Teté contou um pouco da sua história com o cacuriá.

 

Segundo ela, uma mulher da comunidade --cansada só da Quadrilha e do Boi Bumbá-- falou para Seu Laudo inventar uma dança nova. Seu Laudo, então, passou um tempo no interior do Maranhão e voltou com o cacuriá, mas não explicou o significado do nome.

 

A união dos tambores do Divino e da dança em formato de roda fizeram o cacuriá. No entanto, em seu início, na década de 1970, tudo era mais recatado. “Seu Laudo dizia que eu tinha esquentado o saco do cacuriá”, diz Almerice Santos, mais conhecida como Dona Teté.

 

Na época, as moças usavam um vestido mais comportado, mas, com o passar dos anos, puderam deixar o colo, a barriga e as pernas à vista. Passados mais de 30 anos, Dona Teté ainda perpetua a invenção de Seu Laudo.

 

nov 13 12:45

“Eu sou um Ponto de Cultura”

Mobilizador social e uma mostra real do conceito “cultura em movimento”, paraense participa da Teia 2008 felicitando os demais participantes com a sua poesia

MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO

Vindo do oeste do Pará, do Ponto de Cultura do Xingu, o participante Zhumar Dantas mostrou aos demais ativistas que estavam presentes na segunda edição do Fórum Nacional, ontem (12), o que é a cultura viva na prática.

Durante a abertura do evento, ele deu a sua contribuição de boas-vindas em forma de poesia, que já fora apresentada na edição do fórum paraense, ocorrido nos dias 17 e 18 de outubro. Porém, para a edição nacional, ele acrescentou mais versos a “Eu sou um Ponto de Cultura” para deixá-lo mais com a “cara do evento”. “Fiz a poesia faz um tempo e inseri mais umas partes hoje (ontem) mesmo, antes do fórum começar”, disse Zhumar.

Integrante da Fundação Tocaia, que atua na região da Transamazônica e Xingu, o poeta e ativista cultural vai participar do GT Amazônico para compartilhar as experiências que seu Ponto de Cultura tem em relação à educação ambiental. “Todos os Pontos da região Norte levam a questão amazônica para dentro das suas ações culturais. É um componente importante”, enfatizou.

Para o participante artista, que é responsável pela articulação e mobilização do seu grupo, a Teia 2008 é necessária pois mostra o “emponderamento da sociedade organizada a partir do encantamento pela cultura”.

nov 13 11:23

Pontos de Cultura fazem a comunicação da Teia 2008

Por Priscila Costa

Depois de muito trabalho e discussões, a equipe que fará a comunicação está preparada para mostrar a diversidade de olhares pensamentos da Teia 2008. O objetivo deste grupo é dar voz e visibilidade aos que disseminam a cultura brasileira. Muitos sotaques e experiências estão misturados nesta imensa teia onde todos tem espaço para se expressar.

Os quatro dias de atividades serão transmitidos por 40 pessoas oriundas de Pontos de Cultura de todo o Brasil. Os relatos e impressões das atividades da Teia serão transmitidos pela internet através da rádio (http://estudiolivre.org:8000/radioteia), e nos links da galeria de fotos, de vídeos e nos textos que estão sendo postados aqui no blog há algum tempo.

As experiências vividas aqui servirão de subsídios para os integrantes da equipe de comunicação livre levarem ao seu Ponto de Cultura. "É muito válido que os pontos estejam fazendo a Teia. É muito construtivo" comentou o coordenador de geração de renda do Pontão de Cultura digital de Pernambuco, Pedro Jatobá. Mas além do aprendizado, Jatobá ressaltou um ponto de estrema relevância para os Pontos de Cultura: a sustentabilidade. Para ele este é um dos desafios fundamentais, fazer com que os pontos consigam ter meios de sustentabilidade para não necessitar apenas da verba pública.

É para esta e outras discussões que a equipe de comunicação livre estará voltada. Levando as problemáticas e mostrando o que de mais belo tem o nosso povo: a cultura brasileira.

nov 12 22:52

II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura inicia ao som da ciranda

Por Gecíola Fonseca

"Ponto de Cultura não é um equipamento de governo, é um ponto de apoio para que a própria comunidade conquiste um centro cultural, uma biblioteca, um cinema, um teatro, uma rádio ou uma TV comunitária. O Ponto de Cultura impulsiona direitos." Foi com essa fala do Secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, que iniciou-se a abertura do II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC). A fala fazia parte de um dos vários vídeos que foram exibidos com o registro do I FNPC, que aconteceu em 2007, em Belo Horizonte.

Célio também estava presente na mesa que abriu os trabalhos do FNPC, junto com Chico Simões (PdC Invenção Brasileira), coordenador da Teia; Walter Cedro (PdC Invenção Brasileira) e Alexandre Santini (PdC Tá na Rua), coordenadores do Fórum; e todos os membros da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC), que são os responsáveis pela organização da Teia 2008.

O ritual de iniciação aconteceu com o cortejo dos Mestres Griôs e uma ciranda puxada por eles, que embalou a integração entre todas e todos os que estavam presentes, que vieram de longe e de perto, com seus diferentes sotaques, costumes e cores, fazer acontecer o maior encontro da diversidade cultural do Brasil.

nov 12 20:28

Afirmação das identidades culturais são abordadas no II Fórum Nacional

MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO

Considerado a principal atividade de reflexão da Teia 2008, o II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC) teve início hoje (12), no primeiro dia do evento, com a participação de mais de 600 delegados vindos de todas as regiões do país. As atividades prosseguem até 6ª feira (14), no auditório do Museu da República.

Durante a apresentação de boas-vindas, o coordenador geral dos Pontos de Cultura, Chico Simões, pontuou a importância da terceira edição do encontro ocorrer no Planalto Central – as Teias anteriores aconteceram, respectivamente, em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

"Brasília é a capital da diversidade e foi projetada para que os iguais em direito pudessem expressar as suas diferenças. A Teia é uma rede de sonhos, complexa, nova".

A elaboração das diretrizes dos pontos de cultura, que foram construídas ao longo de 19 encontros durante o ano, é uma consequência do trabalho in loco de todas as comunidades envolvidas. "Esse fórum é mais um ponto de maturidade dos Pontos de Cultura", enfatiza Alexandre Santini, da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.

A organização das comunidades envolvidas mostra o poder do povo organizado e, durante o Fórum e as demais atividades artístico-culturais a serem realizadas nesta edição da Teia, o tripé "organização-reflexão-encantamento" será o norte de todas as ações.

"Isso aqui (o fórum) é o emponderamento na prática, mas ainda tem muito pela frente. Estamos dando passos significativos", ressalta Célio Turino, secretário de Programas e Projetos Culturais.

Grupos de Trabalho