DANIELA ESPINELLI
O último sábado (15) proporcionou ao público a possibilidade de conhecer duas mulheres com histórias de vida completamente diferentes, mas com o mesmo intuito, acabar com a desigualdade social no país e fazer com que as pessoas tenham olhares mais atentos à exclusão sofrida por vários brasileiros.
Polêmica, mas bastante enfática, a jornalista e presidente da Ong Escola da Gente, Cláudia Werneck, discutiu assuntos pertinentes à inclusão dos deficientes, analfabetos e analfabetos funcionais.
“Existem 600 milhões de deficientes no mundo, colocar um interprete em libras em uma palestra, por exemplo, é só o mínimo que podemos dar a eles”, comenta Cláudia.
A sua Ong, no Rio de Janeiro (RJ), recebeu o selo máximo de acessibilidade, o que permite que qualquer pessoa possa acessar o seu site (www.escoladagente.org.br) sem nenhum tipo de dificuldade.
Para a jornalista, não enxergamos que muitos de nossos atos excluem membros da sociedade ou são ilegais: “O livro impresso, por exemplo, é altamente discriminatório”, diz.
A lei nº 10.098, sancionada em 19 de dezembro de 2000, é a responsável por assegurar os direitos dos portadores de deficiência no Brasil, como, por exemplo, a acessibilidade aos meios de comunicação. Mas a realidade no país é bem diferente do previsto em lei.
No seminário, Cláudia comentou que, durante uma oficina em sua Ong, pediu que os participantes respondessem a seguinte pergunta “Por que eu sou gente?”. Muitos falaram “Porque eu penso”. Parece uma boa resposta, mas, como ela enfatiza, isso põe os anencéfalos na última escala e faz com que pessoas em coma, por exemplo, percam a sua humanidade.